Meetup – Arquitetura do SQL Server

Olá!

Quando eu ainda estava na faculdade, já era cria da comunidade em um evento que estava rolando na faculdade fui chamado para palestrar sobre SQL Server. Na época eu estava procurando a melhor maneira de explicar como SQL Server Funcionava, o que o produto possuía e quais suas principais características. Não encontrei maneira melhor de explicar do que a que o Fabrício Catae utilizou no vídeo de Fundamentos de Bancos de Dados. Utilizei como core da apresentação e acrescentei outros assuntos que ajudariam a explicar os principais tópicos.

Acabou que alguns anos depois, num meetup do GTS-DF que ocorreu no dia 25/04/2017, acabamos conversando sobre algumas dúvidas de bancos de dados e me ofereci para explicar o funcionamento do SQL Server.

No dia 08/06/2017 fizemos um meetup para explicar o funcionamento, então retirei os slides de arquitetura que estamos guardados e mandamos ver, usamos o material para guiar nossas conversas sobre o SQL Server. Foi bem legal e caso precisem aí está o material com as devidas referências 🙂

Encontro SQLServerDF 35 / DataGroup I – Cenário das Plataformas de Dados para 2017

Um pouco fora do prazo, mas não poderia passar batido. Dia 31/05/2017 tivemos nosso encontro 35 do SQLServerDF e o Encontro I do meetup DataGroup, um meetup oriundo do chapter do Brasília mas que contempla outros assuntos naturalmente que não sejam somente temas que orbitem em volta da plataforma de dados da Microsoft.

Geralmente temos sessões mais técnicas, dessa vez tivemos uma sessão onde discutimos sobre o que algumas plataformas nos proporcionarão para esse ano. Além disso, fizemos algo que geralmente não fazemos, discutimos sobre o histórico, o que aconteceu nos últimos 10 anos e como as empresas se posicionaram quanto a essas mudanças.

Caso precise, os slides que nos guiaram durante a discussão estão abaixo.

O PASS, SQL Saturday, chapters do PASS e comunidades Microsoft

Uma coisa a gente tem que elogiar a Microsoft: ela faz comunidade e faz bem há muitos anos! Estou comparando com as comunidades open source: não. No open source a comunidade é o motor do produto, quando há uma empresa por trás, esse produto pode existir sem comunidade, apenas com um time de desenvolvimento, um time comercial vendendo e clientes (não vou dizer que é o melhor produto, pois perde o crescimento pelo amplo feedback, mas pode ser um bom produto). Mas há muito tempo a Microsoft percebeu que era necessário integrar as várias peças do ecossistema que envolve alguma tecnologia. Nesse ecossistema podemos colocar : desenvolvimento, implantação, suporte, comercial, cliente e/ou usuário (nem sempre o cliente e o usuário são o mesmo ator). A MS contribui então com vários incentivos à comunidade, que vão de brindes a patrocínios, englobando títulos e o que mais puder ajudar, abaixo vou descrever um pouco das iniciativas que mais vi ate hoje.

Eventos: além da Microsoft promover seus eventos, ela colabora com uma série de outros eventos como patrocinadora e isso ajuda muito a comunidade, quem já organizou eventos sabe o tanto que é complicado ir atrás de patrocínio, ter um patrocinador que ajuda tanto como a MS é um excelente facilitador. Agora podem me falar: “Raul, outras empresas, mesmo menores também patrocinam”. Sim, concordo e a MS não fica atrás, patrocina também. Quanto mais empresas entendendo que isso é importante melhor! O que me chama a atenção são os pequenos eventos em que ela manda brinde, lanche. Patrocinar grandes eventos é glamouroso, mas e os pequenos eventos? Os médios? Como fazer? Deixa de fazer o evento? Nesse quesito, ponto positivo para a Microsoft, mesmo sendo uma empresa global tem uma estrutura que não deixa de dar atençao e incentivar pequenos eventos.

Forum: Num período onde não existia o Stack Overflow, o mundo dos fóruns era bem mais pulverizado. Não que hoje não exista diversidade, mas para grande parte das coisas é bem normal que o Stack consiga cobrir as necessidades e eles se especializaram nisso (vou ressaltar que o Stack Overflow é um projeto de um ex funcionário da MS, o Joel Spolsky ), o : trocar conhecimento. Mas num mundo não muito distante, não existia o Stack e encontrar informação confiável não era tão simples quanto hoje. A MS criou seus fóruns e tinha uma equipe de pessoas que os apoiavam, e a MS claro, apoiava eles, isso criou um canal de comunicação onde era confiável buscar respostas às dúvidas sobre os produtos.

Outra iniciativa da Microsoft que gosto de destacar é o MVP – Most Valuable Professional, que é um programa que premia as pessoas que mais/melhor colaboram com a comunidade do produto que têm maior familiaridade. Então cada produto tem um número determinado pela MS de quantos MVPs por região haverão. Além disso eles terão acesso a eventos exclusivos, lista de e-mails e é uma comunicação tão bem executada que várias vezes os MVPs sabem de notícias importantes antes de funcionários da MS. Isso indica uma coisa: o programa tem importância! E agora com essa nova onda na Microsoft de apoiar o Open Source, como será que o MVP irá ficar?

Bom, comunidade para a MS é algo muito importante, eu sou cria de algumas delas e minha carreira é ligada diretamente à elas então posso dizer com conhecimento de causa: comunidade tem o seu valor e a MS percebeu isso há muito tempo. Ressalto que não quero fazer comparações com o Open Source, são maneiras de existir diferentes, mas para quem precisa rentabilizar lucros e durante muito tempo foi tachada de formas bem negativas por militantes de movimentos de software livre, não é tão conhecido das pessoas o quanto ela incentiva as comunidades mais variadas, espero ter mostrado para quem ficava de orelha em pé que temos bons motivos para acompanhar e colaborar com as comunidades, e não só as open source.

Primeiro post – Retrospectiva profissional e os objetivos do blog

Parte 1: Retrospectiva Profissional

Como já diria a sabedoria popular: “qualquer caminhada por maior que seja começa sempre com o primeiro passo.”. Então esse é meu primeiro post do blog e vou começar refletindo sobre minha carreira e o porquê de ter um blog. Para começar vou fazer uma pequena retrospectiva da minha carreira profissional:

1 – Começo – Suporte técnico.

Momento que nem todo mundo quer saber 🙂 :consertar muito computador e resolver os problemas do usuário. Basicamente temos aqui um momento muito importante onde o aprendizado foi enorme. Tive o prazer nesse momento de ministrar treinamentos de suporte e compartilhar o que eu sabia e isso me aproximou de uma paixão: repassar conhecimento

2 – Próximo passo: Suporte 2º nível e conhecimento sobre o negócio.

Etapa muito importante porque além de conhecer novas tecnologias, plataformas e maneiras de resolver melhor os problemas da empresa, aqui começo a entender o porquê realmente existe a tecnologia: suprir as necessidades da empresa e entender como o negócio funciona. Aqui tive contato com os usuários finais e os ajudei a pensar em processo e soluções que resolvessem os problemas do dia a dia da empresa e dos funcionários.

3 – O SQL Server como ator principal do ERP

Ainda no suporte comecei a passar maior parte do tempo em contato com o ERP da empresa que era no modelo cliente-servidor e boa parte das regras de negócio estavam no banco de dados. Aqui comecei a aprender a linguagem SQL e tratar com procedures imensas. Comecei a estudar SQL Server, comprar livros e assistir todos os vídeos do MSDN Experience e do TechNet Experience (que por sinal os guardo até hoje 🙂 ). Começo a ter contato com a comunidade SQL Server e entro no SQLServerDF, o chapter do PASS de Brasília  fundado e liderado pelo Luti. No SQLServerDF e em contato com a comunidade tive contato com profissionais altamente qualificados, conteúdo riquíssimo e aqui descobri o que queria fazer: trabalhar com banco de dados. Nesse momento mais uma vez o Luti foi primordial e contei com o apoio de outros integrantes da comunidade com bastante ânimo para ajudar, como o Luan (que fez entrevistas comigo e me guiou em vários processos), Edvaldo, Ivan. Muita gente boa e disposta a ajudar em Brasília!

4 – Primeiro passo como DBA SQL Server

Eu estudava muito o produto e a profissão, e após algumas entrevistas consegui minha primeira oportunidade como DBA: trabalhar com SQL Server, o produto que eu tanto gostava e tinha curiosidade de aprender agora era o foco do meu dia inteiro! Vieram então muitos livros, cursos, leitura de posts e tudo o mais o que foi possível até que surgiu uma oportunidade fantástica: trabalhar com o Luti que tanto me ajudou com cursos, palestras e apoio a comunidade e com o Gustavo Maia, que eu tinha visto todo o material possível publicado por ele. Estava no time também o Edvaldo, profissional que eu já adimirava pelo seu trabalho com comunidade e ali, trocando idéias diariamente com eles e aprendendo. Era fantástico! Então vamos lá!

5 – O DB2 LUW e a multiplataforma

Mas essa oportunidade não era especificamente com SQL Server, mas o DB2 LUW rodando no zLinux. Foi uma experiência sem igual. Aprendi Linux com pessoas altamente capacitadas, ambiente com workload alto e plataforma completamente diferente do que eu estava acostumado. Foi uma expansão da visão e de conhecimentos fantástica! Aprendi outras maneiras de fazer o que eu fazia, evoluí meus métodos de troubleshooting e aprendi a pensar de uma forma muito, mas muito mais ampla do que eu fazia.

6 – Evolução da Multiplataforma com Open Source

Nesse momento resolvi fazer uma nova virada na carreira, dessa vez procurando trabalhar com open source e eu tinha ali meus novos objetivos definidos: entender melhor o comportamento do sistema operacional e como o SGBD interage com os recursos da Máquina. Nesse momento que eu estou e aqui eu uso o que aprendi nas mais variadas experiências até então.

Após 10 anos de carreira, vários produtos, tecnologias, projetos e soluções trabalhadas, não só eu mudei muito como também muita coisa mudou e a própria comunidade mudou muito na sua forma de interagir. Da interação pelo saudoso IRC, a internet trouxe o êxodo dos blogs, o twitter expandiu o conceito para os microblogs, as redes sociais dos mais variados tipos aumentaram a velocidade na interação e hoje em dia o acesso a recursos multimídia com poderoso streaming facilitou e muito o acesso a vídeos. A popularização de alguns serviços também facilitou muita coisa, como o meetup.com, que facilita muito a organização de reuniões para conversar sobre os mais variados assuntos.

Então acima tenho rapidamente um resumo e uma reflexão sobre como comecei e quais os marcos para chegar até onde estou: um profissional de dados apaixonado pelo que faz e com muita vontade de aprender. Isso me faz participar de cada palestra, cada meetup e cada encontro com um enorme entusiasmo. E nessa busca constante por evolução e por fazer cada vez mais e de maneira melhor, como contribuir mais? Vamos à segunda parte, o Blog

 

Parte 2: O Blog

Minha relação com a comunidade é bem intensa, fui ouvinte, voluntário, palestrante, recebi mentoria e o que mais pude aproveitar das comunidades. O que acontece é que com o tempo você começa a perceber que pode colaborar e isso é somado à vontade em retribuir tudo o que recebi e que me foi tão útil em minha carreira. Já ajudei em eventos, participei de encontros, palestrei em alguns. Logicamente não dá para colaborar com tudo. Em alguns momentos você vai colaborar mais de uma maneira, outra vez vai colaborar mais de outra, o importante é manter a vontade de ajudar.

Nesse momento percebo que posso colaborar de uma outra maneira: com um blog. Nesse caso mais do que em outros, será uma colaboração mútua: tenho tido muita dificuldade em redigir textos nos últimos anos (apesar de gostar muito de escrever durante a adolescência). Começar com o blog é além de um espaço para compartilhar opiniões pessoais e experiências técnica uma maneira de trabalhar a dificuldade em redigir.

A partir de agora então, irei aos poucos avançar em mais uma etapa da carreira: a colaboração escrita! Espero que consiga transferir para o blog meus pensamentos e que esses consigam de alguma maneira ajudar alguém tanto quanto o blog me ajudará a redigir melhor e também a refletir de maneira mais profunda sobre os temas que irão ao blog!